Archive for junho, 2011


Saí de Mendoza à noite rumo a Valparaíso. Julguei adequado fazer a travessia dos Andes a noite (Rodovia 7). Até queria ver o trecho de descida dos Andes para Santiago, o “Caracoles”, mas preferi usar o período noturno visando maximizar o tempo útil no dia seguinte.

Bueno, cheguei às 5h30m da manhã na rodoviária de Valparaíso e a primeira impressão foi que eu estava na cidade de Santos (SP) em virtude da paisagem portuária. Não entendendo nada da conversão de dinheiro, equivocadamente saquei todo meu dinheiro no caixa eletrônico da rodoviária. No hostel em Mendoza havia pego um panfleto indicando o hostel que ficaria em Valparaíso, o Pata Pata Hostel, decidi seguir o mapa uma vez que “parecia” que o hostel ficava perto da rodoviária, assim, abri mão de pegar um táxi (2 equívocos em menos de 15 minutos). Andei muuuuuito com a mochila de 20kg nas costas e a de 5kg na frente… perguntei umas 5 vezes sobre o endereço buscado e invariavelmente a indicação era seguir em frente. Segui e cheguei a um morro, uma região muito parecida com o bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro.  O suor cobria o rosto quando encontrei uma simpática moça que me mostrou o jeito mais prático de subir o morro: o ascensor.

Com $ 500,00 (uma moeda) consegui pagar o serviço e entrar nesse lugar interessantíssimo…

A recepção do hotel é extremamente familiar até porque a estrutura é toda compartilhada com a família que ali mora… senscional!!! Dei uma enrolada até a liberação de quarto e por volta das 11hs fui convidado para fazer um passeio a pé por Valparaíso junto com uns figuras (poloneses?) e duas colegas gaúchas muito bacanas.

Nosso guia, Ricardo Jerez mostrou as particularidades do lugar, do peculiar padrão arquitetônico à história do lugar. A visita durou umas 2 horas e eu recomendo. Pra quem curte arquitetura e grafiti esse é um point obrigatório:

Casas no padrão estético do dim do séc XIX

G R A F I T T I

Biodiversidade musical

Opa!!.. Bele?!..

Eu bem que tentei explorar outras linhas de pensamento, mas, eis que o destino, acaso ou quaisquer outras crenças que opte por ostentar me levam invariavelmente para o mesmo caminho. E quão magnifico este, o da miscigenação musical.

A bola da vez é a sustentabilidade, aqui, a bio, através da palavra que ecoa a plenos pulmões –Engajamento! – Portanto, como semear a paz para a construção de um mundo melhor, senão através de um idioma que todas compreendam a música.

Em um de meus primeiros posts, falei da beleza intrínseca na realização da miscigenação musical e venho mais uma vez enaltecer esta rica construção harmônica. E, como já havia dito em outrora também, gosto de musicas que me incomodem, que constituem algo diferente a ponto não apenas de arrepiar a pele, como também despertar o meu interesse por mais e mais; um fomento musical insaciável.

Mais do que uma tendência recorrente ou um padrão atual de construção melódica, a junção de 19 idiomas neste projeto, comprova acima de tudo, que a música não apenas sepulta preconceitos ou dissolve barreiras, ela é capaz de manter no seu DNA as diversas características locais de cada estilo musical, sem perder a sua essência. Avessa às normas, ignora as regras, pois é desprovida de interesses culturais conflitantes.

Esta canção coleciona diversos estilos, que remetem a ela uma peculiaridade singular, absorta no prazer que brota da alma quando tocada pelas notas.

Bônus:

Bom, já que o assunto é quebra de paradigmas, que tal um jazz em alemão com uma levada meio groove?!..

Abraço,

@mjr_jr

Mendoza é seguramente uma das cidades mais bonitas que já conheci. A ordenação geométrica das vias facilita em muito o transito a pé pela cidade. É uma cidade turística com muitos atrativos, em especial os passeios nos Andes e a visita às adegas. Na cidade encontramos exemplares de mídia exterior com um certo requinte de acabamento, muito embora encontrássemos também os “cartelles de una hoja” que podem ser entendidos no Brasil como lambe-lambe. Como sempre, nos locais de grande fluxo temos muitos painéis, exemplo na Rodovia que corta a cidade, ao lado da rodoviária (e do ótimo hostel que fiquei “Savigliano Hostel“)

Painéis em primeiro plano e os Andes ao fundo...

Diversidade de painéis em Mendoza

Painéis 1 folha e Cartaz 15 folhas (creio), detalhe interessante no acabamento "futurista" nos holofotes..."

É uma publicidade em duplex? Ou seria um sobrado de painéis?

Cidade Lindíssima - Vista do Parque

Andes…

A RN 7, é a rodovia que atravessa os Andes até o Chile. A rodovia corta os Andes. Os lugares e paisagens são únicos, na planície que antecede a cadeia encontramos um lago:

Pré Andes

Pensou que não ia ter painel na Rodovia 7 ????

Casino Mendoza / IVECO / Weber Quartzolit

Colonia de Penitentes, deserta, lembrava o filme "O iluminado"...

Esse casal brasileiro, Maurício e Simone estavam de moto, rota Uberaba / Ushuaia, conheça o projeto deles em: http://motoaventuraushuaia.webnode.com.br/

Andes

Aconcágua

Terminamos por aqui os posts da Argentina… rumo a Valparaíso e Santiago

Ao participar do Grupo de Trabalho sobre Políticas de Comunicação e Cultura no XV CELACOM (Colóquio Internacional da Escola Latino-americana de Comunicação – Araraquara, jun/2011), apresentamos uma breve caracterização da mídia exterior no Brasil e posteriormente um projeto que envolve a criação de campanhas a partir de demandas locais através de alunos dos cursos superiores ou do ensino médio demonstrando as parcerias existentes entre SEPEX-SP e universidades.

Acesse aqui o arquivo apresentado na íntegra PDF

Um pouco mais sobre o projeto no SEPEX-SP:

 Uma campanha da Fundação Pró-Sangue em mídia exterior com veiculação: SEPEX-SP e Central de Outdoor e Criação da Agência Publicis

Voltando à ativa

Depois que voltei da viagem foi hora de finalizar minha qualificação de mestrado, preparar material para um congresso e retomar o trabalho!!! Daí decorre o chá de sumiço aqui no nosso caderno digital!!!

Retomamos as atividades.

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