Category: música


Concha Buika, do Jazz ao Flamenco.

Opa!!.. Bele?!..

Faz mais de um ano que eu não venho movimentar a parte musical aqui, pois bem, estou de volta!!

Bom, como vocês devem se lembrar pelos meus últimos textos, ou melhor, não vão se lembrar porque faz muito tempo.. Rs.. Mas basta clicar ali em cima, na aba “música”, para constatar que na maioria das vezes, se tem algo que desperta a minha atenção é a miscigenação musical, então, para reabrir o bate-papo aqui, comecemos por ela..

Neste caso, o símbolo da cultura espanhola sofreu uma forte influência do soul e do jazz, a intérprete é uma descendente Africana, nascida na Espanha, que trouxe de suas raízes o resultado de uma soma de estilos majestosamente bem conjugados. Uma roupagem diferente para o Flamenco e, seu nome é Concha Buika.

Bônus:

Como de costume, o bônus segue a mesma linha do post principal, e hoje, devemos esta pérola a @tais_so.

Espero que tenham gostado e caso alguém queira compartilhar mais uma relíquia, por favor, deixe nos comentários. Obrigado!!

Grande abraço!!
@mjr_jr

Biodiversidade musical

Opa!!.. Bele?!..

Eu bem que tentei explorar outras linhas de pensamento, mas, eis que o destino, acaso ou quaisquer outras crenças que opte por ostentar me levam invariavelmente para o mesmo caminho. E quão magnifico este, o da miscigenação musical.

A bola da vez é a sustentabilidade, aqui, a bio, através da palavra que ecoa a plenos pulmões –Engajamento! – Portanto, como semear a paz para a construção de um mundo melhor, senão através de um idioma que todas compreendam a música.

Em um de meus primeiros posts, falei da beleza intrínseca na realização da miscigenação musical e venho mais uma vez enaltecer esta rica construção harmônica. E, como já havia dito em outrora também, gosto de musicas que me incomodem, que constituem algo diferente a ponto não apenas de arrepiar a pele, como também despertar o meu interesse por mais e mais; um fomento musical insaciável.

Mais do que uma tendência recorrente ou um padrão atual de construção melódica, a junção de 19 idiomas neste projeto, comprova acima de tudo, que a música não apenas sepulta preconceitos ou dissolve barreiras, ela é capaz de manter no seu DNA as diversas características locais de cada estilo musical, sem perder a sua essência. Avessa às normas, ignora as regras, pois é desprovida de interesses culturais conflitantes.

Esta canção coleciona diversos estilos, que remetem a ela uma peculiaridade singular, absorta no prazer que brota da alma quando tocada pelas notas.

Bônus:

Bom, já que o assunto é quebra de paradigmas, que tal um jazz em alemão com uma levada meio groove?!..

Abraço,

@mjr_jr

j-pagode

Opa!!.. Bele?!..

Do Tango [ https://midiageografica.wordpress.com/2011/02/22/tango-maria-nieves-rego/ ]   para o Samba, ou melhor, Pagode! Sim, pagode! Já que o Sergio aportou de volta as suas raízes, falemos destas.

E, perdoem-me pelo clichê, mas (em tom de trailer de filme americano).

“Quando você achou que já tinha visto de tudo!”

A música tem muito disso, né? Essas placas tectônicas sonoras inconstantes e imprevisíveis. Bom, transições de estilo marcam épocas e de forma significativa alteram a sociedade. Nossos gostos, costumes, ideias até então imutáveis, desejos e particularidades locais estão em constante mutação; e agora com esse nirvana comunicacional, somos bombardeados diariamente com uma infinidade de referenciais musicais, literárias e artísticas no geral.

Sejam mudanças sutis ou perceptíveis, jamais estaremos imunes a surpresas. E cá entre nós, esta, foi bem feita! Melhor do que alguns que se dizem pagodeiros natos.

Porém, recentemente enquanto conversava com um amigo também músico [ @renatomaruno ], eis que ele disse “Bacana Zé! Curti a referencia [ http://bit.ly/f5ffSA ], mas até que ponto misturar diversos estilos musicais num mesmo contexto, ainda que seguindo um padrão inevitável de evolução musical, o som original não perde a sua identidade?” E, ao contrário dos demais posts em que eu fecho com a minha conclusão sobre, neste, eu gostaria de saber a opinião de vocês.

Essa miscigenação musical é válida?!.. Até que ponto?!.. Há limites?!..

Fonte: [ @phg02 ]

Bônus:

Se o assunto é pagode, porque não falar de Samba, MPB, Bossa Nova..

E por falar em Bossa, esse clima de percussão me lembrou de Milton Banana!!..

O pai da batida de Bossa Nova na bateria, o responsável/divisor de águas, ele deu inicio ao movimento irreversível que tinha por objetivo trabalhar a contaminação do jazz no Brasil noutrora e tirar proveito disso. O resultado? Majestoso!

E,

Abraço,

@mjr_jr

Tango – Maria Nieves Rego

Opa!!.. Bele?!..

Como vocês perceberam pelos últimos posts, o Sérgio entrou numa empreitada por terras vizinhas e, como ele não me convidou, rs.. Resolvi ao menos seguir a mesma linha.

Então, em ordem inversa aos seus desbravamentos, pesquisei na área musical o que havia de “clássico” pelas áreas em que ele se embrenhou.

Comecemos com o Tango! Sim, o Tango! Uma de minhas paixões e daqueles que sabem apreciar uma boa música, porém frustrados pés de valsa, quem sabe um dia?!.. Não há como falar de tango sem citar Edmundo Rivero, Carlos Gardel, Astor Piazzolla, Osvaldo Pugliese, Amelita Baltar e por aí vai…

Afinal, cada estilo com a sua particularidade, carrega no ritmo o que o DNA do país representa. Harmoniosamente, aliado a dança, exibe através dos movimentos a forma como a alma interpreta às notas. Uma das danças mais sexys exigiria alguém que exalasse sensualidade, e neste quesito, destaca-se Maria Nieves Rego.

Maria Nieves Rego And Juan Carlos Copes [Tango]

Maria Nieves Rego And Juan Carlos Copes

Cobiçada parceira de dança e desejada aos olhos masculinos numa época em que o tango ditava o ritmo, desde cedo ela soube usar o seu charme e olhar faceiro para conquistar plateias ao redor do mundo. De origem humilde e sofrida, filha de imigrantes, ela teve de aprender muito cedo as duras lições da vida. Viu a sorte surgir quase que por acaso ao acompanhar a irmã num baile, e dali, aos grandes palcos, foi um salto! Esta é sem dúvida, uma das maiores bailarinas argentinas.

 

A ordem natural das coisas exige a mudança, avessa às críticas, ignora as normas e adapta-se! Eu poderia citar alguns exemplos, mas há inúmeros ao longo da história. Não seria diferente com o tango. Sua “nova” roupagem, denominada electro tango, causa tanto furor quanto a versão clássica. Difícil foi separar um único representante diante de um vasto leque rico de referências. Então, overdose de electro tango!

Ah… Gotan Project, lógico!!..

Aliás, eles lançaram no final do ano passado (2010), um álbum cuja tipografia se encarrega de transmitir toda a sensualidade inerente ao estilo musical.

Bônus:

Normalmente o bônus foge sorrateiramente do estilo em destaque, mas neste caso, é mais uma curiosidade mesmo. Seja ou não você apaixonado por tango ou cinema, creio que já tenha assistido o filme Moulin Rouge, não?!.. Pois bem, lembra-se do Tango Roxanne?!.. Sim aquela versão da música do The Police, mas e a base, sabe de quem é?!..

Eis a versão original – Tanguera.

Afinal,

Everything is a remix, neh?!..

Abraço,

@mjr_jr

Em nome do samba

Opa!!.. Bele?!..

Não é de hoje que a música, com toda a sua diplomacia, intervêm nas negociações entre o samba e o rock, mas e quando essa relação vai além?!..

Se voltarmos aos primórdios da musica popular brasileira, contemplaremos grandes encontros. Época na qual, Tom, Vinicius, João Gilberto, Sergio Mendes, Marcos Valle, Wanda Sá, Miele, Menescal e outros grandes nomes saiam do beco das garrafas direto para o cenário musical internacional, pincelava-se nuances multiculturais do que hoje conhecemos por #fusion ou #jazzSamba. Marcado por belíssimos e memoráveis encontros, como Frank Sinatra e Tom Jobim, ou Stan Getz e João Gilberto, e por aí vai…

Os tempos mudaram e o desejo de empreender musicalmente acompanhou o ritmo. O Sambô trouxe o rock para o samba [ http://www.youtube.com/watch?v=NK1YY9l8vDQ / http://www.youtube.com/watch?v=ruiJrfwj6lo ], uma coisa é inegável, a cozinha* ficou maravilhosa!!.. E o Social Samba Fino, a #MPB para o samba, carregado de jazz, com uma levada baiana e um sotaque meio salseiro.

Enxergo uma tendência iminente em quebrar barreiras e unir o que cada estilo musical tem de melhorar numa ‘coisa’ só. E por que não utilizar uma banda que andou em terrenos incertos e foi do popZinho ao cult?!.. Suponho que eles ficariam surpresos com esse arranjo…

Bônus

Sabe quando o cantor num determinado trecho da música começa a improvisar com a voz?!.. Às vezes parece até brincadeira, né?!.. Chama-se “scat singing”, é uma técnica de canto que consiste em utilizar silabas, meias palavras ou palavras sem sentido na improvisação. Assim como Ed Motta e suas canções sem letra, resolvi postar neste bônus uma dessas brincadeiras.

Kurt Elling & All Jarreau – Take 5 (Legends Of Jazz Showcase, 2006)

*Conjunto básico de instrumentos de percussão que compõem a formação de uma roda de samba/pagode.

Dedico este post ao Sr. Wilson, parceiro musical e um exímio músico.

Abraço,

@mjr_jr

Clandestino

Numa clara, vã e frustrada tentativa de fugir de minhas arraigadas referencias brasileiras, meus últimos posts foram tão estrangeiros, não?!.. Pois bem… Aqui está algo 100% nacional!!.. Cogitei Céu, Roberta Sá, mais do mesmo?!.. Sem desmerecê-las, desvendemos o que há de novo!!..

– Dandara – [ @dandara_modesto ]

A origem de seu nome é ironicamente contrária a leveza de sua voz.

“Clandestino”

Eu particularmente gosto de músicas que me incomodem. Quando me incomoda é bom, ou pelo menos que desperte algo. E o que é a música, se não a pirraça ante a razão?!.. rs.. Não canso de dizer: – O bom da música é que ela não precisa fazer nenhum sentido além do qual tu fora o único a compreender!!.. E, essa roupagem musical multicultural me fascina!!.. Gosto é gosto e não se discute!!.. Indiscutivelmente como a leveza deste som!!.. Meio, descompassado, mas dentro do tempo… Sim!!.. Incompreensível, parece que há algo “fora do lugar”, mas no final, o quebra-cabeça é remontado e a letra casa perfeitamente com a melodia, que consequentemente, respalda a harmonia bem brasileira. Não é classificável! “Julgável”. Não é bossa! Não é pop! É simplesmente doce, gostosa!

Bônus:

Lembra daquele projeto “Playing for change”, no qual artistas ao redor do mundo deixam a sua marca na luta por mudanças, através de uma linguagem universal, a música?!..

Bom, o Brasil não poderia ficar de fora, e foi majestosamente representado pela banda Sangue Brasileiro.

Chega de papo!!.. Bora degustar.. =]

Abraço,

@mjr_jr

Tempo: 02/07/2010, sexta, por volta das 18h30m
Lugar: Pça do Patriarca, centro SP
Personagens e o resto:
Eu e o brother Marcão assistimos a apresentação do Quinteto SLAP! que, na ocasião assistimos uma intervenção bem diferente: sonorização de um filme do Charles Chaplin. No caso o trechinho aí em cima é do filme “O circo” de 1928. Detalhe: Olha a cara vira-lata do cartaz francês abaixo

Chaplin - O circo, 1928

Chaplin - O circo, 1928

Mais coisas bacanas do CCBB que acontecerão no mesmo espaço: http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10168,1,0,1,1.bb?codigoMenu=9904&codigoEvento=3379&codigoRetranca=190

Brian Culbertson

Com um visual excêntrico e uma postura ambivalente, Brian Culbertson, multi-instrumentista, em um dos seus mais recentes trabalhos, nos mostra novamente a sublime diferença entre tocar vários instrumentos e dominá-los. Com um swing enraizado no Soul, mas fortes nuanças de Smooth Jazz; sua formação; compreendemos facilmente de onde vem sua inspiração. Filho de um famoso diretor de banda Jazzística – Jim Culbertson, Brian não nega suas raízes.

Neste último trabalho, sondou e executou de forma singular, diferentes arranjos e harmonias. Acompanhado por músicos do mesmo quilate, o resultado é deveras inquietante. Em níveis diferentes exploração, caminhou de terras calmas românticas ao explosivo fraseado típico de jazzistas consagrados, num amontoado de notas particularmente familiar àqueles que apreciam um Jazz clássico. Embora seu visual destoe dos comumente trajes jazzísticos, sua sonoridade emerge fortes pressões sobre o conceito de jazz moderno, lhe concedendo uma identidade peculiar no cenário atual musical.

Dada a constante diversidade de influências e homogeneidade atual, creio que o Fusion predominará como estilo musical.

Então…

O que acontece quando o filho de um diretor de banda Jazzística resolve convidar para o mesmo projeto, vocais de R&B, um nipe de metais invejosos e um percussionista com fortes influências cubanas? Bom… O resultado é este:

Bônus:

Teddy Riley.

Vocalista, músico, produtor e cantor.

Ex-integrantes e fundador do Blackstreet, uma das melhores bandas de R&B/Soul da década de 90. Cujo currículo de produções – que lhe rendera diversos prêmios – conta com grandes nomes da música, incluindo o rei do pop Michael Jackson.

Em uma singela demonstração.

@mjr_jr

Esperanza Spalding

Há algum tempo fora convidado para ingressar no Blog. Compartilhar ainda que de forma diminuta o meu singelo conhecimento musical. Entusiasta como tal, venho inicialmente com um dos estilos que literalmente, me faz passar mal!

Ela carrega no nome o que falta no mundo. Com uma voz fagueira e inconfundível, torna simples o que devia ser um fardo pesado, como seu instrumento. Não faz muito tempo que tivemos o nosso primeiro contato.

São poucos os artistas que conseguem, atualmente, transitar tão livremente por diversos estilos musicas. Lançara-se no mercado na mesma época de Céu, Roberta Sá e qualquer semelhança no tom de voz e doçura no timbre, não é mera. Do funk[tradicional, por favor] ao r&b, ela se permite de forma sublime! Ela já tocou na casa branca para o presidente e convidados especiais, já apareceu nos principais programas de televisão e homenageou grandes nomes. De formação humilde no berço da musica internacional, direto de Nova York, essa musicista cantora e compositora traz na bagagem um repertório sensacional. Sondou e misturou o hip-hop com jazz, uma batida marcante de funk, sem perder o brilho do soul… E não satisfeita, o seu primeiro álbum conta com letras em outros idiomas, inclusive, o nosso.

Esperanza Spalding.

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