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Concha Buika, do Jazz ao Flamenco.

Opa!!.. Bele?!..

Faz mais de um ano que eu não venho movimentar a parte musical aqui, pois bem, estou de volta!!

Bom, como vocês devem se lembrar pelos meus últimos textos, ou melhor, não vão se lembrar porque faz muito tempo.. Rs.. Mas basta clicar ali em cima, na aba “música”, para constatar que na maioria das vezes, se tem algo que desperta a minha atenção é a miscigenação musical, então, para reabrir o bate-papo aqui, comecemos por ela..

Neste caso, o símbolo da cultura espanhola sofreu uma forte influência do soul e do jazz, a intérprete é uma descendente Africana, nascida na Espanha, que trouxe de suas raízes o resultado de uma soma de estilos majestosamente bem conjugados. Uma roupagem diferente para o Flamenco e, seu nome é Concha Buika.

Bônus:

Como de costume, o bônus segue a mesma linha do post principal, e hoje, devemos esta pérola a @tais_so.

Espero que tenham gostado e caso alguém queira compartilhar mais uma relíquia, por favor, deixe nos comentários. Obrigado!!

Grande abraço!!
@mjr_jr

Em nome do samba

Opa!!.. Bele?!..

Não é de hoje que a música, com toda a sua diplomacia, intervêm nas negociações entre o samba e o rock, mas e quando essa relação vai além?!..

Se voltarmos aos primórdios da musica popular brasileira, contemplaremos grandes encontros. Época na qual, Tom, Vinicius, João Gilberto, Sergio Mendes, Marcos Valle, Wanda Sá, Miele, Menescal e outros grandes nomes saiam do beco das garrafas direto para o cenário musical internacional, pincelava-se nuances multiculturais do que hoje conhecemos por #fusion ou #jazzSamba. Marcado por belíssimos e memoráveis encontros, como Frank Sinatra e Tom Jobim, ou Stan Getz e João Gilberto, e por aí vai…

Os tempos mudaram e o desejo de empreender musicalmente acompanhou o ritmo. O Sambô trouxe o rock para o samba [ http://www.youtube.com/watch?v=NK1YY9l8vDQ / http://www.youtube.com/watch?v=ruiJrfwj6lo ], uma coisa é inegável, a cozinha* ficou maravilhosa!!.. E o Social Samba Fino, a #MPB para o samba, carregado de jazz, com uma levada baiana e um sotaque meio salseiro.

Enxergo uma tendência iminente em quebrar barreiras e unir o que cada estilo musical tem de melhorar numa ‘coisa’ só. E por que não utilizar uma banda que andou em terrenos incertos e foi do popZinho ao cult?!.. Suponho que eles ficariam surpresos com esse arranjo…

Bônus

Sabe quando o cantor num determinado trecho da música começa a improvisar com a voz?!.. Às vezes parece até brincadeira, né?!.. Chama-se “scat singing”, é uma técnica de canto que consiste em utilizar silabas, meias palavras ou palavras sem sentido na improvisação. Assim como Ed Motta e suas canções sem letra, resolvi postar neste bônus uma dessas brincadeiras.

Kurt Elling & All Jarreau – Take 5 (Legends Of Jazz Showcase, 2006)

*Conjunto básico de instrumentos de percussão que compõem a formação de uma roda de samba/pagode.

Dedico este post ao Sr. Wilson, parceiro musical e um exímio músico.

Abraço,

@mjr_jr

Brian Culbertson

Com um visual excêntrico e uma postura ambivalente, Brian Culbertson, multi-instrumentista, em um dos seus mais recentes trabalhos, nos mostra novamente a sublime diferença entre tocar vários instrumentos e dominá-los. Com um swing enraizado no Soul, mas fortes nuanças de Smooth Jazz; sua formação; compreendemos facilmente de onde vem sua inspiração. Filho de um famoso diretor de banda Jazzística – Jim Culbertson, Brian não nega suas raízes.

Neste último trabalho, sondou e executou de forma singular, diferentes arranjos e harmonias. Acompanhado por músicos do mesmo quilate, o resultado é deveras inquietante. Em níveis diferentes exploração, caminhou de terras calmas românticas ao explosivo fraseado típico de jazzistas consagrados, num amontoado de notas particularmente familiar àqueles que apreciam um Jazz clássico. Embora seu visual destoe dos comumente trajes jazzísticos, sua sonoridade emerge fortes pressões sobre o conceito de jazz moderno, lhe concedendo uma identidade peculiar no cenário atual musical.

Dada a constante diversidade de influências e homogeneidade atual, creio que o Fusion predominará como estilo musical.

Então…

O que acontece quando o filho de um diretor de banda Jazzística resolve convidar para o mesmo projeto, vocais de R&B, um nipe de metais invejosos e um percussionista com fortes influências cubanas? Bom… O resultado é este:

Bônus:

Teddy Riley.

Vocalista, músico, produtor e cantor.

Ex-integrantes e fundador do Blackstreet, uma das melhores bandas de R&B/Soul da década de 90. Cujo currículo de produções – que lhe rendera diversos prêmios – conta com grandes nomes da música, incluindo o rei do pop Michael Jackson.

Em uma singela demonstração.

@mjr_jr

Esperanza Spalding

Há algum tempo fora convidado para ingressar no Blog. Compartilhar ainda que de forma diminuta o meu singelo conhecimento musical. Entusiasta como tal, venho inicialmente com um dos estilos que literalmente, me faz passar mal!

Ela carrega no nome o que falta no mundo. Com uma voz fagueira e inconfundível, torna simples o que devia ser um fardo pesado, como seu instrumento. Não faz muito tempo que tivemos o nosso primeiro contato.

São poucos os artistas que conseguem, atualmente, transitar tão livremente por diversos estilos musicas. Lançara-se no mercado na mesma época de Céu, Roberta Sá e qualquer semelhança no tom de voz e doçura no timbre, não é mera. Do funk[tradicional, por favor] ao r&b, ela se permite de forma sublime! Ela já tocou na casa branca para o presidente e convidados especiais, já apareceu nos principais programas de televisão e homenageou grandes nomes. De formação humilde no berço da musica internacional, direto de Nova York, essa musicista cantora e compositora traz na bagagem um repertório sensacional. Sondou e misturou o hip-hop com jazz, uma batida marcante de funk, sem perder o brilho do soul… E não satisfeita, o seu primeiro álbum conta com letras em outros idiomas, inclusive, o nosso.

Esperanza Spalding.

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