Opa!!.. Bele?!..

Não é de hoje que a música, com toda a sua diplomacia, intervêm nas negociações entre o samba e o rock, mas e quando essa relação vai além?!..

Se voltarmos aos primórdios da musica popular brasileira, contemplaremos grandes encontros. Época na qual, Tom, Vinicius, João Gilberto, Sergio Mendes, Marcos Valle, Wanda Sá, Miele, Menescal e outros grandes nomes saiam do beco das garrafas direto para o cenário musical internacional, pincelava-se nuances multiculturais do que hoje conhecemos por #fusion ou #jazzSamba. Marcado por belíssimos e memoráveis encontros, como Frank Sinatra e Tom Jobim, ou Stan Getz e João Gilberto, e por aí vai…

Os tempos mudaram e o desejo de empreender musicalmente acompanhou o ritmo. O Sambô trouxe o rock para o samba [ http://www.youtube.com/watch?v=NK1YY9l8vDQ / http://www.youtube.com/watch?v=ruiJrfwj6lo ], uma coisa é inegável, a cozinha* ficou maravilhosa!!.. E o Social Samba Fino, a #MPB para o samba, carregado de jazz, com uma levada baiana e um sotaque meio salseiro.

Enxergo uma tendência iminente em quebrar barreiras e unir o que cada estilo musical tem de melhorar numa ‘coisa’ só. E por que não utilizar uma banda que andou em terrenos incertos e foi do popZinho ao cult?!.. Suponho que eles ficariam surpresos com esse arranjo…

Bônus

Sabe quando o cantor num determinado trecho da música começa a improvisar com a voz?!.. Às vezes parece até brincadeira, né?!.. Chama-se “scat singing”, é uma técnica de canto que consiste em utilizar silabas, meias palavras ou palavras sem sentido na improvisação. Assim como Ed Motta e suas canções sem letra, resolvi postar neste bônus uma dessas brincadeiras.

Kurt Elling & All Jarreau – Take 5 (Legends Of Jazz Showcase, 2006)

*Conjunto básico de instrumentos de percussão que compõem a formação de uma roda de samba/pagode.

Dedico este post ao Sr. Wilson, parceiro musical e um exímio músico.

Abraço,

@mjr_jr

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