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j-pagode

Opa!!.. Bele?!..

Do Tango [ https://midiageografica.wordpress.com/2011/02/22/tango-maria-nieves-rego/ ]   para o Samba, ou melhor, Pagode! Sim, pagode! Já que o Sergio aportou de volta as suas raízes, falemos destas.

E, perdoem-me pelo clichê, mas (em tom de trailer de filme americano).

“Quando você achou que já tinha visto de tudo!”

A música tem muito disso, né? Essas placas tectônicas sonoras inconstantes e imprevisíveis. Bom, transições de estilo marcam épocas e de forma significativa alteram a sociedade. Nossos gostos, costumes, ideias até então imutáveis, desejos e particularidades locais estão em constante mutação; e agora com esse nirvana comunicacional, somos bombardeados diariamente com uma infinidade de referenciais musicais, literárias e artísticas no geral.

Sejam mudanças sutis ou perceptíveis, jamais estaremos imunes a surpresas. E cá entre nós, esta, foi bem feita! Melhor do que alguns que se dizem pagodeiros natos.

Porém, recentemente enquanto conversava com um amigo também músico [ @renatomaruno ], eis que ele disse “Bacana Zé! Curti a referencia [ http://bit.ly/f5ffSA ], mas até que ponto misturar diversos estilos musicais num mesmo contexto, ainda que seguindo um padrão inevitável de evolução musical, o som original não perde a sua identidade?” E, ao contrário dos demais posts em que eu fecho com a minha conclusão sobre, neste, eu gostaria de saber a opinião de vocês.

Essa miscigenação musical é válida?!.. Até que ponto?!.. Há limites?!..

Fonte: [ @phg02 ]

Bônus:

Se o assunto é pagode, porque não falar de Samba, MPB, Bossa Nova..

E por falar em Bossa, esse clima de percussão me lembrou de Milton Banana!!..

O pai da batida de Bossa Nova na bateria, o responsável/divisor de águas, ele deu inicio ao movimento irreversível que tinha por objetivo trabalhar a contaminação do jazz no Brasil noutrora e tirar proveito disso. O resultado? Majestoso!

E,

Abraço,

@mjr_jr

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Em nome do samba

Opa!!.. Bele?!..

Não é de hoje que a música, com toda a sua diplomacia, intervêm nas negociações entre o samba e o rock, mas e quando essa relação vai além?!..

Se voltarmos aos primórdios da musica popular brasileira, contemplaremos grandes encontros. Época na qual, Tom, Vinicius, João Gilberto, Sergio Mendes, Marcos Valle, Wanda Sá, Miele, Menescal e outros grandes nomes saiam do beco das garrafas direto para o cenário musical internacional, pincelava-se nuances multiculturais do que hoje conhecemos por #fusion ou #jazzSamba. Marcado por belíssimos e memoráveis encontros, como Frank Sinatra e Tom Jobim, ou Stan Getz e João Gilberto, e por aí vai…

Os tempos mudaram e o desejo de empreender musicalmente acompanhou o ritmo. O Sambô trouxe o rock para o samba [ http://www.youtube.com/watch?v=NK1YY9l8vDQ / http://www.youtube.com/watch?v=ruiJrfwj6lo ], uma coisa é inegável, a cozinha* ficou maravilhosa!!.. E o Social Samba Fino, a #MPB para o samba, carregado de jazz, com uma levada baiana e um sotaque meio salseiro.

Enxergo uma tendência iminente em quebrar barreiras e unir o que cada estilo musical tem de melhorar numa ‘coisa’ só. E por que não utilizar uma banda que andou em terrenos incertos e foi do popZinho ao cult?!.. Suponho que eles ficariam surpresos com esse arranjo…

Bônus

Sabe quando o cantor num determinado trecho da música começa a improvisar com a voz?!.. Às vezes parece até brincadeira, né?!.. Chama-se “scat singing”, é uma técnica de canto que consiste em utilizar silabas, meias palavras ou palavras sem sentido na improvisação. Assim como Ed Motta e suas canções sem letra, resolvi postar neste bônus uma dessas brincadeiras.

Kurt Elling & All Jarreau – Take 5 (Legends Of Jazz Showcase, 2006)

*Conjunto básico de instrumentos de percussão que compõem a formação de uma roda de samba/pagode.

Dedico este post ao Sr. Wilson, parceiro musical e um exímio músico.

Abraço,

@mjr_jr

Clandestino

Numa clara, vã e frustrada tentativa de fugir de minhas arraigadas referencias brasileiras, meus últimos posts foram tão estrangeiros, não?!.. Pois bem… Aqui está algo 100% nacional!!.. Cogitei Céu, Roberta Sá, mais do mesmo?!.. Sem desmerecê-las, desvendemos o que há de novo!!..

– Dandara – [ @dandara_modesto ]

A origem de seu nome é ironicamente contrária a leveza de sua voz.

“Clandestino”

Eu particularmente gosto de músicas que me incomodem. Quando me incomoda é bom, ou pelo menos que desperte algo. E o que é a música, se não a pirraça ante a razão?!.. rs.. Não canso de dizer: – O bom da música é que ela não precisa fazer nenhum sentido além do qual tu fora o único a compreender!!.. E, essa roupagem musical multicultural me fascina!!.. Gosto é gosto e não se discute!!.. Indiscutivelmente como a leveza deste som!!.. Meio, descompassado, mas dentro do tempo… Sim!!.. Incompreensível, parece que há algo “fora do lugar”, mas no final, o quebra-cabeça é remontado e a letra casa perfeitamente com a melodia, que consequentemente, respalda a harmonia bem brasileira. Não é classificável! “Julgável”. Não é bossa! Não é pop! É simplesmente doce, gostosa!

Bônus:

Lembra daquele projeto “Playing for change”, no qual artistas ao redor do mundo deixam a sua marca na luta por mudanças, através de uma linguagem universal, a música?!..

Bom, o Brasil não poderia ficar de fora, e foi majestosamente representado pela banda Sangue Brasileiro.

Chega de papo!!.. Bora degustar.. =]

Abraço,

@mjr_jr

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